domingo, abril 01, 2012

Impressora 3D cria carro de Fórmula 1 do tamanho de grão de areia

Máquina consegue criar estruturas minúsculas em até quatro minutos.
Antes impressoras demoravam meses ou dias para obter mesmo resultado.

  Uma foto retirada de um microscópio eletrônico mostra um modelo de carro de Fórmula 1 no tamanho de um grão de areia. Isso foi possível graças a uma técnica de impressão recém-desenvolvida em 3D para nano estruturas.
  Pesquisadores da Vienna University of Technology estabeleceram um novo recorde de velocidade mundial para a criação de nano objetos em 3D. Eles criaram estruturas do tamanho de um grão de areia em apenas quatro minutos, o que corresponde a uma fração do tempo de outros itens que já foram impressos.

Carro de Fórmula 1 no tamanho de um grão de areia (Foto: Reuters)

  Antes, fazer grandes estruturas complexas em 3D levaria horas ou mesmo dias, mas com a impressora a laser recentemente desenvolvida com essa tecnologia, os cientistas conseguiram acelerar o processo em 500 ou até 1.000 vezes.
  O processo chamado de litografia de dois fótons envolve o uso de um feixe de laser focado para endurecer a resina líquida, a fim de criar objetos micros de polímero sólido. Os cientistas disseram que a técnica poderia ser desenvolvida para fazer pequenas peças biomédicas para serem usadas por médicos.

Fonte: G1, em São Paulo

Imagem revela como o cérebro é organizado

Registro mostra estrutura tridimensional, como uma grade curvada.
Descoberta desvenda conexão entre todas as partes do cérebro.

  Esqueça aquela ideia de que "o lado direito do cérebro faz assim" e o "lado esquerdo do cérebro faz assado". Um estudo publicado nesta quinta-feira (29) pela revista “Science” mostra que o cérebro humano não tem "lados" nem é isolado na hora de realizar tarefas. Ele é todo interligado e não existem áreas específicas para funções específicas.
  O mesmo padrão de organização foi observado no cérebro humano e também no de macacos. Segundo os pesquisadores, os sinais que correm pelo cérebro se ordenam em uma estrutura tridimensional, como uma "grade curvada". Em resumo, o cérebro não é um emaranhado de fios separados, mas uma rede interligada.

Cérebro visto como uma grade curvada, em imagem feita por estudo publicado nesta quinta (29) (Foto: MCH-UCLA Human Connectome Project)

  “A velha imagem do cérebro como um emaranhado com milhares de fios separados e desconectados não fazia sentido do ponto de vista evolutivo”, afirmou Van Wedeen, autor do estudo, em material de divulgação do Hospital Geral de Massachusetts, nos EUA, onde ele trabalha.
  “Como a seleção natural levaria cada um destes fios a configurações mais eficientes e vantajosas? A grande simplicidade desta estrutura em grade é o motivo pelo qual ele [o cérebro] consegue acomodar as mudanças aleatórias e graduais da evolução”, concluiu o pesquisador.

Fonte: G1, em São Paulo

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