Até 80% das gestações são interrompidas após troca do macho dominante.
Filhotes de macacos rivais podem ser mortos pelo novo líder do bando.
As fêmeas dos macacos gelada (Theropithecus gelada) interrompem a gravidez quando um novo macho assume o comando do grupo, de acordo com estudo publicado nesta quinta-feira (23) na revista "Science". Dados da pesquisa mostram que 80% das gestações são encerradas nas semanas seguintes à substituição do macho dominante.
O motivo do aborto é evitar o gasto de energia para dar à luz a um filhote que está "condenado", já que os machos dominantes costumam matar as crias dos rivais, fenômeno conhecido com infanticídio. Além disso, a interrupção da gravidez ajuda a fêmea a engravidar mais rápido do novo líder do grupo.

Fêmeas abortam após a chegada de um novo macho dominante, o que evita infanticídio e aumenta chances de engravidar mais rápido do novo líder (Foto: Divulgação / Science / AAAS / Clay Wilton)
O aborto autoinduzido já havia sido observado em roedores mantidos em cativeiro. Esta é a primeira vez que o fenômeno é verificado entre animais selvagens. Segundo os pesquisadores, o estudo sustenta a hipótese de que o aborto pode ser uma estratégia adaptativa das fêmeas.
A pesquisa foi conduzida por cientistas da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, em um parque da Etiópia. Para chegar aos resultados, eles fizeram análises hormonais das fêmeas antes e depois da chegada de um novo macho dominante.

Até 80% das gestações são interrompidas após domínio de novo macho. (Foto: Divulgação / Shayna Liberman)
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Fonte: Globo Natureza, em São Paulo
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